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Bye, bye… Oops! Surpresa!

21 jul

Olá, pessoal!

Bem que tentei voltar pra cá, mas tanta coisa mudou que resolvi migrar pra outro blog!

O endereço é: http://avidasegundonana.blogspot.com/

Espero vocês lá!

Com carinho,

Naná.

Papo [OFF] (e que não é tão “OFF” assim): Desabafo.

29 jul

Oi, gente!

Não vou falar nada além do que já é de conhecimento geral.

Quem não entender, basta ler os comentários dos posts.

Aí vai a minha resposta, que consiste num comentário que fiz num blog que eu gosto muito chamado Teletube, em que faço meus os lamentos deles:

http://teletube.wordpress.com/2009/07/29/e-o-teletube-nao-foi-feito-para-ser-comum/

(Aos caras do Teletube todo o meu apoio! Adoro ler, rio muito com os posts!Vocês são criativos e tem um humor refinadíssimo. E isso causa inveja…)

Meu comentário foi:

Parte 1

Parte 1

Parte 2

Parte 2

 

Quero mais uma vez agradecer a todas as críticas positivas e construtivas, as sugestões por e-mail e nos comentários e todas as palavras de carinho conosco.

É por você que fazemos este blog! Continuem mandando o que querem ver por aqui, postando dúvidas, que aprendo muito com as experiências de vocês!

E a quem não interessar minhas humildes palavras, que, por favor não perca tempo na internet com bobagens e que procure algo que vá te somar alguma coisa. Não perca tempo lendo aquilo que não presta a você. A internet é um universo de opções e certamente você encontrará algo melhor pra ler.

This is it.

Beijos,

 

Com carinho,

Naná.

Papo [OFF] Michael morre. E leva com ele pelo menos alguma parte de nós…

29 jun

Oi, gente…

Tive uns dias meio atribulados, mas cá estou eu pra falar sobre Michael Jackson…

Não sei vocês, mas eu recebi com muita dor e pesar a partida desse, que marcou a vida de gerações… Inclusive a minha…

É triste ver que os ídolos morrem… Que são pessoas como nós… E que as pessoas um dia morrem, que não são eternas… É triste às vezes perceber que o tempo é implacável… Leva as nossas dores, mas leva também o que é bom…

Quando alguém morre, morre em nós um pouquinho daquela ilusão que temos de que a morte nunca se aproximará… Nunca nos alcançará…

A perda de alguém sempre nos leva à reflexão de quão a vida é frágil, volátil e pode se acabar a qualquer momento…

E em mim especialmente também vem a reflexão: “O que fiz até hoje da minha vida?” Valeram a pena as escolhas, tentativas, erros e acertos?

A partida de um ídolo como Michael fomenta também em mim a reflexão de que o tempo passa… E de que não podemos conter essa passagem… A minha infância que parecia ter sido “anteontem”, já vem perdendo seus expoentes, suas referências e se tornando apenas lembranças… Reflexos de um tempo que passou, assim como o hoje que ainda vai se tornar um passado muito distante…

Michael, reportando ao Hanson no Twitter, levou com ele parte de minha infância. E no meu caso, parte de outras lembranças, que hoje são só… lembranças.

Perdas como essa nos despertam para o passar do tempo, silenciado por nós em meio a tantas complicações e afazeres do dia-a-dia. Nos relembra de que a vida está aí, para ser bem vivida, para ser intensa e não para ser gasta com bobagens… Afinal, ela é curta´e pode não haver tempo para uma segunda chance!

Poxa, “Black or White”… Lembro-me como se fosse hoje a estreia desse clipe no Fantástico e o quanto ficávamos encantados com a tecnologia usada para as cenas em que os rostos se transformavam… O quanto aquilo era incrível pra nós…

Na minha lembrança não parecia que tinha sido em 1991… Parecia menos tempo, sei lá… Caí na real e foi bem dolorido… Foi bem dolorido sair pelo menos por algum tempo da ilusão e notar que a vida corre numa grande velociadade e que às vezes nem nos damos conta disso… Parece que foi ontem… Mas não foi! O tempo passou sim… E o fato de Michael ter morrido lembrou muita gente sobre isso…

Enfim… Como outros tantos milhões nesse mundo, quero expressar minha tristeza pela perda de Michael Jackson e dizer novamente que ele, mesmo sem saber levou uma parte de mim… A parte da ilusão de que os ídolos não morrem, de que o tempo não passa e de que somos invulneráveis e portadores do controle de nossos próprios destinos…

Não, não… Nós somos humanos! E às vezes dói lembrar disso!

Vá com Deus, Michael!

Vou ouvir “Beat it” e “The girl is mine” com nostalgia e “One day in your life” com uma certa melancolia…

Michael te marcou de alguma forma?!

 

Conte-nos!

 

Beijos!

Com carinho,

 

Naná.

Papo OFF: Salvem a professorinha!

20 maio

Oi, meus amores!!!!!

Como vão?!

Hoje nosso “Papo OFF” não será pra falar mal da novela das 8…

Até porque tô amando a “mexicanice” da novela!

É um tal de ter filho sem o pai saber, é sogra sacaneando nora, é empresa de família cheia de problema, segredos de família, intrigas, a malvadinha fazendo das suas com a boazinha, no caso, a “Maya do Bairro”…

Ih! Tô adorando! Baixaria mexicana! É disso que a teledramaturgia brasileira precisa! É isso que procuro! Entretenimento sem compromisso! Besteirol assumido! Se eu quiser algo profundo, tenho Foucault e Pêcheux de sobra pra ler e “queimar a cabeça” pro mestrado!

Bom, mas voltando à proposta inicial, hoje vou falar de minhas experiências pessoais com essa TENSA profissão… A de professor!

TENSA, muito TENSA! Porém, mágica!

As dificuldades são INÚMERAS: alunos indisciplinados, desinteresse, pais ausentes na vida escolar dos filhos, celulares, MP18723, aviõezinhos de papel, falta de consciência de que por meio do estudo eles podem alcançar melhores condições de vida e se tornarem adultos mais críticos, menos alienados e mais atuantes na sociedade…

Enfim, ser professor hoje, por mais que a escola dê todo o apoio e suporte para as aulas, se configura com algo cada vez mais difícil.

Porém, é  mágico. E vim aqui defender o porquê.

A primeira experiência oficial que tive como docente não foi das melhores. Já havia dado aulas de depêndencia em uma escola na qual eu era corretora de redação, mas essas foram para apenas um aluno.

Enfim, início de 2007, três práticas de ensino (disciplinas de estágio docente) para concluir: Inglês, Português e Literatura.

As aulas de Português que tive que ministrar como estágio foram tranquilas, pois demos um minicurso de redação e nossos alunos, em sua maioria, eram adultos. Nelas não tive grande surpresa. Gosto muito de ensinar “Redação” e me senti à vontade em sala de aula.

Não tive muita identificação com as aulas de Inglês, pois, além de não ter domínio plenodas quatro competências linguísticas, nunca me vi de fato como uma professora de Inglês. Fiz o melhor que pude, mas não foi o que mais me marcou. Ficou pra trás.

Agora, o estágio de Literatura foi o que mais me marcou. Marcou tanto que inspirou o tema do meu projeto de  mestrado.

Primeiramente, tive que, com a minha amiga, enfrentar turmas… Que não eram turmas!

Demos aula numa instituição que insere menores no mercado de trabalho. Na verdade, não era uma escola, mas aos sábados (de manhã, imaginou?!) fazia o papel de tal.

Os jovens eram obrigados a participarem de aulas de Matemática, Português, Inglês… E Literatura!

E o contexto não era tembém dos melhores: sábado, 7 da manhã, aula de Literatura (Machado de Assis, para ser mais específica) para uma galerinha de 15 a 18 anos, de todos os níveis de ensino, que lê, no máximo, livros de auto-ajuda ou a praga do Paulo Coelho.

O desafio era então: Ensinar Machado e outros autores por meio de contos.

Achou difícil? Nós também!

Não foi nem questão de aceitar o desafio, como muitos possam pensar. Precisávamos terminar o curso de Letras naquele semestre e querendo ou não, deveríamos passar por aquela experiência, não importasse o quanto fosse complicada.

A instituição dividiu os jovens em turmas (lotadas) dividas em “Ensino Fundamental” e “Ensino Médio”, de acordo com a escolaridade deles. Ministraríamos Machado para o Ensino Médio e autores diversos para o fundamental, tudo por meio de contos, que são mais breves.

Não vem ao caso explicar aqui o projeto que implantamos ,nem os contos aplicados. Já publiquei uma parte desse projeto no “I CENA – Colóquio de Estudos em Narrativa”, é só consultar o e-book do evento, caso meu caro leitor tenha interesse.

Quero, nesse nosso papo, relatar como algo que tinha tudo pra dar errado e pra ser o maior trauma da vida de uma jovem professora se tornou uma das grandes e enriquecedoras experiências da minha carreira docente.

É fato que muitos alunos nem prestavam atenção nas aulas. Muitos dormiam, alguns jogavam truco no famigerado “fundão”, outros nos desafiavam dizendo: “Quero ver você me mandar pra fora”, uma parte  nem ia… E claro! Tudo isso regado a muito axé e pagode (nada contra… Nem a favor dos referidos ritmos!) executado em celulares ou mp3!

Condições ideais para um surto? Pode até ser! Muitos colegas de outras disciplinas desistiram ou saíram chorando de muitas aulas! Mas nós não “abandonamos o barco”. Resistimos bravamente e não é que deu certo?!

Começamos com 99% torcendo o nariz e fazendo cara feia pra Machado de Assis, dizendo que ele era ultrapassado e de difícil entendimento.

Mostramos a eles (mesmo com as dificuldades) que Machado pode ser (e é) muito atual. Os conflitos por ele abordados são, ainda hoje, muito presentes em nossa sociedade! (Vai me dizer que você não conhece alguém que se pareça com Deolindo ou Genoveva de “Noite de Almirante”? Ou nunca se sentiu como a linha ou a agulha de “Uma Apólogo”?).

Machado é um clássico e como clássico, se inscreve nas mais diversas instâncias sociais, culturais e temporais. Cabe a nós, professores, demonstrar isso aos nossos alunos.

Pois é… Mostramos e conseguimos nosso intento! A obrigação do estágio virou orgulho de conseguir fazer “milagres” entre alunos tão desmotivados!

Apesar de todos os percalços, conseguimos ouvir de alunos, até então desinteressados, que aquela havia sido a primeira vez que tinham gostado de uma aula de Literatura,  que Machado realmente se associava à vida cotidiana deles e que ler pode ser bem mais que uma obrigação. Obrigada, Paulo Freire, por todos os seus ensinamentos!

Disso tudo pude ver o quanto essa profissão pode nos mostrar. Acho que mais que ensinar, a cada aula eu aprendo muito, seja como pessoa, seja como professora, seja pra minha vida. Apesar das dificuldades, da vontade de às vezes largar tudo e guardar o diploma na gaveta, a vontade de aprender e ensinar é maior. E pode ter certeza, é enriquecedora.

Assim, venho aqui fazer alguns pedidos:

– Pra você que é professor por formação e não gosta nenhum pouco da profissão:

Pense sobre a sua prática docente. Reflita se essa foi mesmo a sua vontade ou se você fez licenciatura por “consequências da vida”. Se você realmente detesta a profissão… DESISTA! É sério! Busque outra atividade que te dê satisfação, mas nunca entre em uma sala de aula com má vontade. Os alunos não têm culpa das suas escolhas.

– Pra você que por um acaso se tornou professor, mas nem tem formação para docência. Detesta, mas dá aulas pra complementar a renda, ou porque não arrumou outra profissão. DESISTA também!

Tenha mais respeito com a docência, não encare uma atividade tão séria como um “bico” e lembre-se de que pra ser médico, você tem que ser formado em Medicina, pra ser engenheiro, tem que fazer Engenharia e pra ser professor, além de ter muito amor e respeito pela profissão (essencial em qualquer atividade) é necessário a formação em Licenciatura, ok?!

– Pra você que acha que o ensino no Brasil não tem mais jeito:

Eu (e nem você) podemos falar em nome de um país todo. As condições são ruins? São! E os salários então? Concordo plenamente! Mas podemos fazer a nossa parte. Se nos propusemos a trabalhar como docentes, assumimos um compromisso de vencer as dificuldades e ensinar. E isso cabe a cada um de nós.

Acho que se cada professor que de fato ama essa profissão fizesse um pouquinho (se já não faz) em sala de aula em prol de um sistema de ensino melhor, acho que muita coisa mudaria. Ficar só reclamando do exterior e não coloborar para qualquer mudança é covardia. Meu papo parece utópico? Nas práticas docentes que venho tendo não percebo isso. Se não posso mudar o sistema de ensino, pelo menos faço o melhor que posso como professora.

E por fim…

– Para você que, por acaso, está lendo este texto mas não é professor e sim aluno, um pedido encarecido:

Respeite o seu professor. Quatro horas de aula num universo de 24 horas de um dia não são quase nada.  Não trate desrespeitosamente seus mestres. Procure colaborar nas aulas e perceber que, não importa em que nível escolar você esteja, o aprendizado que você pode adquirir na escola não é só de  conteúdos, mas de vida. Não leve as aulas “na brincadeira”! Quem vai perder é você e não seu professor.

Ah! E pra quem, como eu, ama, respeita e defende esta profissão, meus cumprimentos e votos de que você, mesmo sendo um soldado sozinho numa multidão de desmotivados e insatisfeitos, possa fazer a sua parte, sendo o melhor que você possa ser como mestre.

Bom é isso!

E como diria Caco Antibes (personagem de Miguel Falabela em “Sai de baixo”):

“Salvem a professorinha!!!”

 

Abraços,

 

Com carinho,

 

Naná.

Papo OFF: Coisas sobre a Índia que você não irá aprender em “Caminho das Índias” (parte I)

14 mar

Oi, meu povo!

Que eu tenho uma certa birra com a novela das 8 todo mundo já notou! (Até porque não falo questão nenhuma de esconder)!

 Nem ando vendo todos os capítulos! Sei lá, às vezes acho a bizarrice despretenciosa dos Mutantes da Record mais honesta que a tentativa de fidelidade à cultura indiana pregada pela novela da Globo.

Acho que é por isso que sempre gostei de novelas mexicanas. São novelas que tem noção do esteriótipo de “bregas” e de enredo sempre igual e que não fazem questão nenhuma de mudar isso. São honestas com a sua condição.

Já as da Globo, são as “bregas metidas a chique”. E isso me irrita profundamente!

Sempre tem uma que engravida sem casar, uma que rouba marido da outra, um corno (ou mais) uma prostituta (ou mais), uma criança-prodígio que faz papel de órfã de mãe ou de pai, dentre outras “historinhas água com açúcar”! Quer coisa mais mexicana que isso?!

Não vejo diferença. Ou melhor: vejo. As Mexicanas são dubladas, as da Globo não!

Não busco encontrar em novelas uma narrativa clássica. (Até porque Dudu me deu “Histórias Extraordinárias” de Edgar Allan Poe, que dispensa comentários).

Busco encontrar (sim) algo honesto. Honesto com a sua condição de “entretenimento de povão” e que não queira pagar de “narrativa épica”, como é o que a Globo insiste em fazer com as suas novelas.

Já notou que as novelas que se passam no meio rural são sempre a mesma coisa? Um casal que se ama e não pode ficar junto por algum motivo e no final este motivo cessa e eles casam e tem filhos.

Paraíso, Cabocla e as demais “rurais” das 18h são praticamente a “saga” das Marias vivda por Thalia (Maria do Bairro, Marimar, Maria Mercedez, etc.): mesmo enredo, mudando apenas personagens e espaço. No caso das da Globo, nem o espaço!

Por isso minha implicância com novelas globais e saudade das mexicanas…

Bom, mas não foi pra isso que vim aqui!

Recebi um texto sobre um documentário de psicanálise que vimos na aula do mestrado e ele trazia uma informação muito interessante que quero passar pra vocês. É sobre a Índia e provavelmente a Glória Perez não transmitirá na novela. Afinal, isso não é “tema social atual”, nem manipulação de cultura!

Veja só:

“O zero como signo só foi inventado muito mais tarde, pelos indianos, por volta do século VI da nossa era, ou seja, há somente 1000 e tantos anos.

Isso foi possível porque os indianos assimilaram ao mesmo sistema númerico ao menos duas conquistas que haviam preparado o terreno: a base 10 e o sistema de notação posicional.

Entre os sumérios e os babilônios a base era 60. A base 10 já era conhecida pelos chineses e parece ter sido criada por volta de 200 a.C.

O problema de contagem de grandes magnitudes inviabilizava o acúmulo de traços (já pensou escrever alguns bilhões de anos-luz?). Uma solução para isso foi o sistema de notação a partir da posição ocupada pelo número, tal como o utlizamos hoje, com as ‘casas’ da unidade, dezena etc., isto é, estabelece-se a casa decimal e sua orientação de cresciemento ou diminuição na ordem de grandeza oscilando no eixo da escrita.

Havia ainda um outro problema: como falar da ausência de alguma posição para exprimir um número? Por exemplo, como distinguir 31 e 301? Ou 31 e 3000000001? Foi nesse momento que os indianos passaram a utilizar a palavra ‘vazio’ (sunya) e assim estabeleceram o zero como número. Nesse exemplo, 301 poderá então ser escrito pois designa 1 unidade, 0 dezenas e 3 centenas. Obviedade não? Séculos de escuridão e mecanismos altamente trabalhosos para se chegar até ela…”

(In: A função do vazio – Maria Lúcia Homem)

Bom é isso!

Sabe de alguma coisa sobre a Índia que não passará na novela?! Envie para nós que publicaremos!

Abraços,

Com carinho,

Naná.

 

 

 

 

Papo [OFF]: Caminho das Índias – A saga continua!

7 fev

Hoje, em nosso papo off!, venho criticar e rever certas coisas!

Primeiro: Os personagens de Juliana Paes e Alexandre Borges continuam trilingues, falando em parte o inglês e em parte o português em suas transações bancárias e renovando em mim a curiosidade: A indiana fala português ou o brasileiro fala hindi? (e por essa razão, a conversa é passada para o português?!)

Não entendo!

Segundo: A Rakelli continua encostada na pobrezinha da Isis… (Principalmente quando ela solta seu “oh, mãe”!)

Terceiro: Graças ao bom Deus, o toque “Telecurso – Índia” diminuiu consideravelmente! De uma maneira bem eficaz, a autora agora passa as lições sobre a cultura ou entranhadas no próprio contexto dos personagens ou de uma maneira que ontem achei muito fofa.

Viram a cena em que o Tony Ramos ensinou sobre a cultura para, senão me engano, filha dele?! Em concomitância a Mara Manzan fez o mesmo com a filhota dela!

Ponto pra novela! Crianças são curiosas e pais passam o dia ensinando coisas a elas! Isos é uma óima deixa para a apresentação da cultura indiana!

Outro ponto positivo pra novela foi que o número de traduções dos termos diminuiu! Muito bom… Parabéns pra Tia Glória!

Ah… Mas não posso deixar passar dois furinhos básicos aqui! Nem seriam furos… Seriam questionamentos meus…

1. Meu Deus, a Duda tá pensando que a Índia é o quê? Uma cidadezinha de interior?

Tipo, ela falou que vai pra Índia encontrar o Raj (decorei o nome dele pq me lembra “Rajagopalan”, um lingüista indiano que é professor, se não me engano, em Campinas) parecendo que ia ali na casa da tia Cleide em Monte Carmelo e que em meia hora ia encontrar a casa do vendedor de tecidos!

Mais surreal que isso só a ponte aérea “Brasil e Marrocos” de “O Clone”!

2. Outra coisa: um Brahmani não é uma casta tida como “superior”, em que muitos de seus membros são conselheiros e purificam as outras castas?! Ok, mas peraí: êta sujeitinho fofoqueiro aquele Pandit! Vigia a família do personagem do Osmar Prado o dia inteiro parecendo a Tia Cleide reparando o corpo de noiva grávida!

E a esposa dele?! Leva-e-traz típica de novelas globais…

Quer coisa mais “baixo nível” que fofoca? E eles, Brahmanis, agem assim?! Estranho, não?!

Na boa, acho ocidentais demais as atitudes deles… Aposto numa leve deturpação da postura da casta… É minha opinião!
Ah… Não rolou a dublagem do “Hoje não, Márcio”…

A Maya continua MUUUUITO na dele (prova de que ela não foi ao programa só arrumar o cabelo com produtos Niely! heheheheh)

Bom, por enquanto é só!

Beijos,

com carinho,

Naná.

OFF: Caminho das Índias?! Hoje não, Márcio!

2 fev

Olá, noivinhos que adoro tanto!!!!!!!!!

Ok, eu sei que isso aqui é um blog sobre CASAMENTOS! (Dã, fui eu quem criou, sei disso, neah?!)

Tá, eu vou casar, mas nem por isso eu deixo de comer, dormir, fazer mestrado, procurar emprego e… ver novela! (Ou pelo menos, tentar ver).

Tem diiiiiias que estou ensaiando um comentário sobre a novela “Caminho das Índias” aqui, mas ainda não havia tido “A” motivação. Depois que li em vários blog e sites e até mesmo no Orkut que a audiência da referida novela não ia nada bem, isso me motivou…

Alguém já parou pra pensar se o que é mostrado na novela é real, total e completamente a realidade da Índia?

Alguém já percebeu os furos dessa novela?

Vamos a alguns deles (Sim, alguns, pois não tem como eu ver a novela todo dia):

1. Alguém já percebeu que no meio de celebrações e rituais tem sempre um personagem que fica explicando pro outro os procedimentos e motivos do ritual? Um exemplo: no dia que o personagem do Ricardo Tozzi estava se preparando pra casar, as mulheres da família dele começaram a explicar o ritual “pré-casamento” a ele e relembrar os preceitos do Kama Sutra ao noivo…

Peraí… Mas ele não é indiano? Deveria saber disso, não?!

E o Tony Ramos (sei lá o nome dele na novela) que toda vez que sai de casa e vê algo que é sinal de azar ou que atraia coisas ruins insiste em explicar o porquê daquela atitude e o que deve ser feito para “revertê-la”?

Mas peraí de novo… Eles não são indianos? Não sabem nada disso?

Ok, eu sei o que você vai dizer (a minha mãe já me disse): “Ah, Naná, eles fazem assim pra explicar ao público os costumes da Índia, mostrar a quem tá vendo a novela, como funcionam as tradições de lá…

Hum… Mas não dá pra fazer isso de uma forma mais discreta e menos explicada não? Do jeito que a autora escreve e insere tais informações, sempre me dá a impressão de que o que eu estou vendo não é uma novela e sim uma aula de Telecurso sobre a Índia!  Só faltou o “Vamos pensar um pouco”…

Patético!

Personagens que ensinam e aprendem... Novos astros do Telecurso das 8!

Personagens que ensinam e aprendem... Novos astros do Telecurso das 8!

2. E a tradução simultânea de termos? Sempre falam o termo e traduzem em seguida! Oh, querida Glória, já ouviu falar em “língua instrumental”? Uma pessoa quando exposta a um termo de uma língua estrangeira consegue sim entendê-lo pelo contexto… Se não conseguir da primeira vez, em outras ocasiões entenderá!

3. (Pra mim a pior!) Viram uma cena em que a Juliana Paes estava trabalhando no Telemarketing e houve uma “pequena” confusão nos idiomas?!

Foi assim: ela atendeu o personagem do Alexandre Borges em inglês que respondeu também em inglês. Depois, ela conversou com a personagem da Cacau Melo em português (até aí, beleza… afinal eles trocam o “hindi” pelo português). O “fora” veio depois, no momento em que o inglês foi deixado de lado e ela e o Alexandre Borges começaram a fazer as transações bancárias em português!

Mas peraí… Não entendi… Por que a conversa começou em inglês e depois passou pro Português?

Devo entender que eles estava falando em Hindi e por não entendermos a referida língua ela foi passada para português? Ou será que a Maya sabe português e quando vê que é alguém falando do Brasil ela pára com o Inglês? Trilingüe a moça, é isso?!

Sinceramente não entendi… A conversa não deveria contituar em inglês? Por que parou? Parou Por quê?

Maya, a moça trilingüe!

Maya, a moça trilingüe!

4. E o Márcio, gente?!

Não, eu não dou conta de ver essa novela com o Márcio de protagonista. Logo ele que pra mim… Vai ser eternamente o Márcio do “Melhor do Brasil” da Record… Mais especificamente do quadro “Vai dar namoro”…

Poxa, o “Hoje não, Márcio”, vai ficar marcado nos anais da televisão brasileira! Espero ansiosamente o dia em que o Márcio for lá com a família dele pedir a mão da Paes em casamento só pra abaixar o volume da televisão e dublar o Osmar Prado dizendo: “Não… Hoje não, Márcio!” Esse momento já aconteceu?! Espero que não!

Ah... Hoje não, Márcio!

Ah... Hoje não, Márcio!

5. Ah, ainda tem a Rakelli que não desencosta da Isis Valverde de jeito nenhum!

Rakelli - Entidade que precisa ser urgentemente exorcisada!

Rakelli - Entidade que precisa ser urgentemente exorcisada!

Enfim… 

A fórmula típica da autora Glória Perez: “novela temática mostrando alguma cultura dita ‘distante’ da realidade do povo brasileiro, agregada à abordagem de algum tabu ou tema polêmico”, na minha opinião, já esta desgastada…

Isso na época do Clone ainda funcionava… Creio que hoje, com o avanço e popularização da internet e com o “google”, se alguém quiser saber mais sobre a Índia, há meios fáceis e mais eficazes de se conhecer do que ficar meses vendo uma novela que ocidentaliza uma cultura e retrata apenas a visão que a autora tem… (Partindo do princípio que cada um de nós imprime nossas impressões sobre determinado dado, sendo a “imparcialidade” uma utopia).

Podem esperar pra ver: Com a fórmula “Helena, Leblon e Bossa Nova” do Manoel Carlos vai acontecer a mesma coisa…

O público se acostumou à dinâmica em que se encontram os meios de comunicação… Insistir nas mesmas fórmulas e ter a sensação de que já viu aquela novela antes não cabe mais…

O padrão de qualidade Globo é isso?! Precisa ser revisto então…

É só!

Beijos,

Com carinho,

 

Naná!